Categoria: Novidades

  • Casas Conceito na reabertura do Palacete: Um marco cultural em Salvador!

    Casas Conceito na reabertura do Palacete: Um marco cultural em Salvador!

    Neste ano, o Palacete Tira-Chapéu, se renova, e, por dois meses, será palco de um dos eventos mais aguardados.

    Entre os dias 3 de setembro e 3 de novembro, a histórica Rua Chile se transforma no epicentro de uma celebração que une arquitetura, design, arte e sustentabilidade. 

    A Mostra Casas Conceito 2024, idealizada por Andrea Velame, é um evento que vai além da estética, ressignificando espaços e integrando-se à cidade que recentemente recebeu o título de primeira capital brasileira certificada como cidade inteligente e sustentável.

    A pré-abertura, exclusiva para convidados no dia 2 de setembro, promete ser memorável. João Carlos Martins, mestre da música clássica, levará seu talento ao salão do Palacete, enquanto Carlinhos Brown, ícone da música baiana, trará o ritmo e a energia da Bahia para celebrar o início de um novo capítulo na história deste local.

    Sobre a Casas Conceito:

    A Casas Conceito é um evento anual que celebra a arquitetura, decoração, arte, design, moda, gastronomia e turismo cultural em Salvador, Bahia. A edição de 2024, com o tema “Sensações”, se compromete a integrar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, oferecendo uma experiência única que transcende o visual e toca profundamente as emoções dos visitantes.

  • Etapas do Restauro

    Etapas do Restauro

    Do que é feito o restauro do Tira-Chapéu?

    Um dos símbolos da arquitetura que se fazia na Bahia no início do século XX, o Palacete Tira-Chapéu é um exemplar do estilo eclético que sofreu desgastes ao longo do tempo.

    O que o Tira-Chapéu não perdeu foi a sua vocação para se destacar na paisagem e na rotina da cidade. Isso porque, desde julho do ano passado, o prédio passa por um minucioso processo de restauro, privilégio que, infelizmente, ainda não alcança todos as construções históricas brasileiras.

    Os passos de um restauro desta natureza costumam despertar muita curiosidade. Para acabar com o mistério, revelamos agora algumas das principais atividades da restauração do edifício localizado na Rua Chile, no Centro de Salvador.

    Mais do que uma cobertura

    Construída originalmente em telha cerâmica tipo Marselha, a cobertura do Palacete é decorada por adornos e esculturas.

    Porém, devido ao tempo e ao clima, muitas telhas estavam danificadas e, para iniciar o processo de restauro, foi necessário identificar as peças comprometidas. Todas as telhas passaram por uma análise criteriosa para definir quais delas poderiam ser reutilizadas e as que estavam quebradas e seriam descartadas.

    As telhas íntegras foram lavadas e armazenadas para a reinstalação. Já as quebradas foram retiradas e substituídas temporariamente para conter a infiltração de água da chuva. Por fim, todas as telhas limpas e restauradas foram reinstaladas na cobertura, e novas telhas semelhantes às originais foram colocadas de acordo com o padrão do edifício.

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    Olaria Ludolf e Ludolf
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    Olaria Ludolf e Ludolf
    Olaria Ludolf e Ludolf
    Olaria Ludolf e Ludolf

    Esquadrias originais

    As esquadrias dão um toque especial, emolduram a fachada e são marca registrada do ecletismo.

    No Palacete, as esquadrias de madeira das fachadas encontravam-se com danos decorrentes da umidade e da ação do tempo. Para que fossem restauradas da forma mais fidedigna possível, foram realizadas prospecções estratigráficas, ou seja, de suas camadas, a fim de identificar as suas características originais.

    Retiradas das paredes, as esquadrias foram limpas, com raspagem manual, lixamento e a remoção das camadas de pintura, mantendo a integridade do material. Após todo o processo de restauro, e substituição das peças mais danificadas por outras similares, elas são montadas e recolocadas no seu local de origem.

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    Piso do Salão Chile

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    Piso de ladrilho hidráulico

    Ao adentrar o Palacete Tira-Chapéu, mais precisamente no Salão Chile, o piso composto por um mosaico de ladrilhos hidráulicos impressiona os visitantes. As peças eram produzidas artesanalmente na Europa e, por causa do desgaste em decorrência do tempo, precisaram passar por limpeza e recomposição para continuarem encantando.

    Vitrais que atravessam o tempo

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    Vitral

    Ao subir a escada principal do edifício, o visitante do Tira-Chapéu fica deslumbrado ao encontrar uma bela composição de vitrais.

    Apesar da ação do tempo e do clima, os vitrais encontram-se, em sua maior parte, em bom estado. As partes danificadas passaram por um processo de limpeza cuidadosa, e pedaços faltantes foram recompostos a fim de recuperar a unidade da composição. Ao final, ficaram evidentes as peças novas e as originais, evitando a produção de um falso histórico.

    Ao subir a escada principal do edifício, o visitante do Tira-Chapéu fica deslumbrado ao encontrar uma bela composição de vitrais.

    Apesar da ação do tempo e do clima, os vitrais encontram-se, em sua maior parte, em bom estado. As partes danificadas passaram por um processo de limpeza cuidadosa, e pedaços faltantes foram recompostos a fim de recuperar a unidade da composição. Ao final, ficaram evidentes as peças novas e as originais, evitando a produção de um falso histórico.

    Descobertas na pintura

    Também devido às ações do tempo, as pinturas internas do Palacete passaram por desgaste e perderam as suas cores originais. Para recuperar as composições preexistentes, foi realizado o serviço de prospecção pictórica nos ambientes.

    Esse processo consiste na remoção cuidadosa, camada a camada, para a análise do aspecto primitivo da pintura. Com isso, é possível identificar com mais clareza as suas características originais.

    No processo de restauro, as pinturas foram limpas, consolidadas e permanecerão expostas enquanto testemunho.

  • O Palacete, o Comendador e a Associação dos Empregados do Comércio

    O Palacete, o Comendador e a Associação dos Empregados do Comércio

    Quem observa o imponente Palacete Tira-Chapéu imagina que existe muita história por trás daquele edifício secular. Uma das principais é, sem dúvida, a de uma das maiores personalidades da burguesia baiana do início do século XX, o comendador Bernardo Martins Catharino.

    Nascido em julho de 1861, em Portugal, Martins Catharino emigrou ainda jovem para o Brasil, com apenas 13 anos de idade. O português começou a trabalhar em uma empresa, tornou-se gerente e se casou com a filha do dono do empreendimento, Úrsula da Costa, passando a ser sócio da firma. Catharino recebeu o título de Comendador da Ordem da Rosa, concedido pelo Imperador D. Pedro II, um reconhecimento pelo seu legado como empresário.

    Mas, em que ponto se encontraram as histórias do Tira-Chapéu, do comendador e da Associação dos Empregados do Comércio da Bahia (AECB)?

    O comendador iniciou a construção do edifício em 1916, sob o comando do arquiteto italiano Rossi Baptista, o mesmo que projetou o palacete em que Catharino morava com a família no bairro da Graça, também em Salvador. O objetivo era que o prédio fosse a sede da Associação dos Empregados do Comércio da Bahia (AECB), que a cada dia se fortalecia como instituição na capital baiana.

    Em 30 de dezembro de 1917, o prédio foi inaugurado em meio à efervescência cultural e financeira da Rua Chile. Em 1918, Bernardo Catharino e a sua esposa, Úrsula, realizaram a doação formal do edifício para a AECB. O comendador morreu em 1944, com 82 anos e, além da esposa, deixou catorze filhos, entre eles a educadora Henriqueta Catharino, que teve destacada atuação social, especialmente em favor das mulheres, sendo uma das fundadoras do Instituto Feminino da Bahia.